domingo, 29 de março de 2026

A implementação Instrumental das Tecnologias Digitais e a construção do Diagrama de Ishikawa


 

A implementação instrumental das tecnologias digitais no contexto educacional pode ser compreendida como resultados de múltiplos fatores que se relacionam. No âmbito docente, observa-se que a formação centrada no uso técnico das ferramentas, sem articulação entre o conteúdo, pedagogia e tecnologia, comprometendo práticas inovadoras, conforme discutido no modelo TPACK.

Sob a perspectiva do Conectivismo, a aprendizagem pode ocorrer em redes, exigindo o protagonismo dos estudantes. No entanto, as práticas pedagógicas tradicionais ainda reforçam a passividade discente e o uso instrumental das tecnologias.

Ademais, a Cibercultura tem evidenciado que o conhecimento contemporâneo é construído de forma colaborativa e distribuída, o que diverge dos currículos rígidos e metodologias transmissivas ainda predominantes.

Fatores estruturais, como infraestrutura e gestão, também influenciam nesse cenário. A ausência de uma cultura organizacional voltada à inovação e à colaboração pode limitar o potencial transformador das tecnologias digitais. Por fim, as práticas avaliativas tradicionais reforçam a lógica instrumental, ao priorizarem a memorização em detrimento de processos formativos e interativos.


Referências: 

KOEHLER, M. J.; MISHRA, P.; CAIN, W. What is Technological Pedagogical Content Knowledge (TPACK)? Journal of Education, 2013. Disponível em: https://www.matt-koehler.com/publications/Koehler_et_al_2013.pdf.

SIEMENS, G. Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age. International Journal of Instructional Technology and Distance Learning, 2005. Disponível em: https://auspace.athabascau.ca/bitstream/handle/2149/2867/Connectivism%20-%20Connecting%20with%20George%20Siemens.pdf.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999. (Capítulos 4 e 6).


Reflexão sobre a aula do dia 23 de Março de 2026


A vida é feita de escolhas, a imagem representa caminhos a serem percorridos a partir de nossas escolhas e assim inicio minha descrição sobre a construção de aprendizagem e compartilhamento de práticas pedagógicas.

A ausência da rotina da aula nos deixa fora de rumo, porém, mais atento e observador dos detalhes. A segunda parte da experiência de Bruno e Elenildo, me trouxe algumas percepções a cerca de que necessito de mais familiaridade com a temática digital. A cada discussão sinto-me contemplada com mais conhecimento RAIZ sobre o tema de Tecnologias Digitais no Ensino. 

A introdução da primeira parte da discussão de Mirian e Débora me fez pensar em um problema em meio ao problema por elas levantados, eis que a metodologia poderia ser umas das causas para o Problema: O Paradigma da Universidade Delta. 

O desafio do Diagrama de Ishikawa me fez retornar ao tempo em que trabalhei na área administrativa e tinha que fazer o abençoado diagrama e o PDCA para analisar as possíveis melhorias e sanar com os problemas que interferiam  no andamento dos processos. 

Na análise dos textos sugeridos Koehler, Siemes, Lévy e Valente foram boas companhias de discussão no qual mesmo sendo em países e anos anteriores as causas e efeitos são semelhantes e sempre o desenvolvimento de práticas são bem-vindas. 

Minha percepção fez o meu olhar ser direcionado para a PBL como uma prática inovadora e que instiga o movimento dos aprendizes para confrontar as teorias sobre determinados assuntos, estudando o TPACK de Koehler, deparei-me com o meu cotidiano dentro da escola e as melhorias que preciso revisar e executar sobre uma nova óptica. Além, da critica ao que não é praticado e os motivos são diversos. 

E o Diagrama de Ishikawa me trouxe a compreensão de sua real utilização agora que pude visitar através da leitura a fundamentação dos autores para o seu desenvolvimento. Confortável em construir ele não fiquei porque demorou para ser construído, mas depois de pronto vai me acompanhar durante minha jornada de Doutoranda.


 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Informatização da sociedade e novos paradigmas sociais na educação (REFLEXÃO)


Estamos vivendo uma transformação profunda na educação e na sociedade, impulsionada pelas tecnologias digitais, que ampliam possibilidades de aprendizagem, mas também trazem desafios éticos e sociais. Essa imagem comunica, de forma visual e integrada, os principais conceitos da educação e da sociedade contemporânea mediada pelas tecnologias digitais, evidenciando não apenas o uso da tecnologia, mas como vivemos, aprendemos e nos relacionamos nesse novo contexto. Nesse sentido, a Sociedade em Rede & Informacionalismo é representada pela presença de conexões, dados fluindo e pessoas interligadas, caracterizando uma realidade baseada na informação e em redes digitais em tempo real; já a Cultura Digital & TDIC aparece por meio de dispositivos como tablets, notebooks e realidade virtual, mostrando como a tecnologia está incorporada ao cotidiano, especialmente na educação. Os Nativos Digitais são simbolizados por jovens e crianças que utilizam a tecnologia com naturalidade, enquanto a Aprendizagem Ubíqua evidencia que o aprendizado ocorre em diferentes espaços e momentos, não se limitando à sala de aula. A Cibercultura & Inteligência Coletiva se manifesta na colaboração entre indivíduos conectados, promovendo a construção compartilhada do conhecimento, ao passo que a Quarta Descontinuidade (Mente - Máquina) é ilustrada pela fusão entre humano e máquina, indicando a integração com a inteligência artificial. A Inclusão / Exclusão Digital é percebida no contraste entre aqueles que têm acesso às tecnologias e os que não têm, revelando desigualdades sociais importantes, enquanto a Ética e Privacidade de Dados destaca a necessidade de proteção das informações e do uso responsável no ambiente digital. Além disso, a Gestão Educacional & Inovação Pedagógica evidencia novas práticas de ensino mediadas por tecnologias, tornando o processo mais dinâmico e participativo, e os PLE (Ambientes Pessoais de Aprendizagem) reforçam a ideia de que cada indivíduo constrói seu próprio percurso de aprendizagem por meio de ferramentas digitais personalizadas. Assim, a mensagem central da imagem reafirma que estamos inseridos em um cenário de constante transformação, em que tecnologia, educação e sociedade se interligam de forma profunda e contínua.


Referências de Leitura indicada:

CASTELLS, M. A revolução da tecnologia da informação. In:_______. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

PIMENTEL, F. S. C. Perspectivas da cultura digital. In:__. A Aprendizagem das crianças na Cultura Digital. 2ª ed. rev e ampl. Maceió: Edufal, 2017. P. 31-67

PIMENTEL, F. S. C. Aprendizagem digital: implicações do uso das tdic como estratégias de aprendizagem. In:__. A Aprendizagem das crianças na Cultura Digital. 2ª ed. rev e ampl. Maceió: Edufal, 2017. P. 125-158


 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Diário de uma Doutoranda: a pesquisa nasce da coragem de desconstruir. 

“Se algum dia um único homem alcançar o mais elevado nível do amor, neutralizará o ódio de milhões.” (Gandhi)

Esvazio-me de mim...

Carrego comigo essa citação desde um tempo em que sequer sabia que já citava — não me pergunte a idade.

Ao refletir sobre a aula ministrada, percebo-a como um processo de (DES)construção de modelos prontos. Nesse movimento, não esvazio apenas o meu copo, mas a mim mesma. É nesse gesto de abertura que permito que o novo e o diferente se agreguem àquilo que ainda permanece em contínuo processo de construção.

Assim, compreendi que a proposta de “esvaziar o copo” não é simples. Ainda assim, seguimos. Sou corajosa. A proposta de misturar-se para formar novas conexões e redes, mesmo no espaço offline, com o intuito de ressignificar conceitos, foi prontamente acolhida.

Iniciar um diálogo mediado pela vivência para, posteriormente, adentrar a fundamentação teórica e avançar na construção de um percurso metodológico — agora na condição de aluna — despertou em mim a curiosidade de conhecer mais profundamente as tecnologias digitais de ensino.

A ideia da (DES)construção de conceitos pode assustar quando nossa atuação na temática ainda é superficial e quando conhecemos apenas o cume do iceberg. No entanto, ter acesso ao que está submerso confere maior solidez para continuar edificando o próprio aprendizado.

O diálogo inicial com o autor Álvaro Vieira Pinto nos apresenta, desde o princípio, uma dimensão epistemológica da temática, ao articular aquilo que defendemos teoricamente com aquilo que efetivamente realizamos na prática. No cenário contemporâneo, a ideologização e a dissociação entre teoria e prática refletem-se diretamente em nossas ações pedagógicas — e reconheço que, partindo de minha própria prática, tais marcas ainda se encontram profundamente enraizadas.

A construção contínua do aprendizado no âmbito da disciplina certamente contribuirá para a emergência de novos olhares e novas práticas de ensino, tanto na graduação quanto nas pós-graduações lato sensu e stricto sensu. Afinal, retirar o indivíduo da zona de conforto pode ser relativamente fácil; difícil é aprender a conviver com o desconforto. Sublime, contudo, é transformar o DESCONFORTO em um hábito saudável de aprendizagem.

Gratidão.
Esta é a palavra que inaugura este relato inicial.

 

Portfólio 13/04/2026 - Estudo dirigido: articulações sobre tecnologia, inteligência e educação

  A Tecnologia como Fenômeno Histórico e Social: A Perspectiva de Vieira Pinto O estudo iniciou-se com a desconstrução de visões ingênuas qu...