domingo, 26 de abril de 2026

UMA PAUSA NECESSÁRIA. REFLEXÕES DE UM DOMINGO

 


Se durante 24 horas podem ocorrer diversas situações quem dirá em 2 (duas) segundas-feiras. Como cantou Maria Gadú:

“És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo, tempo, tempo, tempo”

O tempo de qualidade para realinhar o planejamento,  revisitar as leituras já com um foco inicial dos autores Vieira Pinto e Lévi Pierre que trazem de maneira objetiva duas vertentes que nos ajudam a compreender a construção social do indivíduo através uso das tecnologias e como a sociedade vem se transformando ao passar dois anos.

A pausa necessária me intrigou com questões voltadas a área que atuo a inclusão das deficiências no cotidiano escolar e as possibilidades de aprendizagens. Ocorrido nas leituras iniciais para compreender sobre o PBL “Softwares para o ensino STEAM” e como esta proposta pode ser inserida no contexto da inclusão. Cenas do próximo capítulo.

Após avançar na disciplina tenho rompido com uma visão de senso comum em tentar encontrar os motivos que são inúmeros: formação inicial na graduação, currículo que necessita de atualizações, falta de infraestrutura. Mas, tenho refletido sobre: o que eu estou fazendo.

Li uma das postagens que fala sobre “nos educarmos digitalmente” e se analisarmos superficialmente poderia ser uma hipótese, pois ao longo da disciplina aprendi muito com a construção do conhecimento através do PBL e suas temáticas, com a construção dos portfólios e as interações dos colegas aprendi sobre conceitos, ou seja, me aproximei, compreendi que se utilizarmos a tecnologia de forma aleatória podemos sim, nos distrair.

A tecnologia e ainda acrescento as inovações, dentro de sala de aula contribuem para o aprendizado dos alunos, pois, desperta o engajamento e a curiosidade dos pequenos, principalmente quando se trata de escolas públicas em áreas de extrema vulnerabilidade social. Mas, deve compreender que sem planejamento e intencionalidade o risco da distração é maior. Os dois textos lidos colaboraram para mais a mesma questão que venho mantendo sempre na minha cabeça: o que estou colaborando em minha prática? Diante das escritas que se repetem sobre as mesmas questões que trazemos para as nossas discussões em sala.  

E o enigma para essa reflexão é o seguinte:

“Fui como um navegante lançado ao mar sem porto certo, guiando-me por mapas que eu mesmo redesenhava. As ondas eram feitas de silêncio, leituras e tentativas, quebrando dentro de casa. Descobri que o saber não mora em um único farol, mas se espalha como constelações no céu. Houve tempestades de cansaço e neblinas de dúvida, mas nelas aprendi a firmar o leme. E, ao ousar novos rumos, entendi que crescer é, antes de tudo, aceitar perder o chão conhecido”.





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