Se durante 24 horas podem ocorrer diversas situações quem dirá em 2 (duas) segundas-feiras. Como cantou Maria Gadú:
“És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo, tempo, tempo, tempo”
O
tempo de qualidade para realinhar o planejamento, revisitar as leituras já com um foco inicial
dos autores Vieira Pinto e Lévi Pierre que trazem de maneira objetiva duas
vertentes que nos ajudam a compreender a construção social do indivíduo através
uso das tecnologias e como a sociedade vem se transformando ao passar dois
anos.
A
pausa necessária me intrigou com questões voltadas a área que atuo a inclusão
das deficiências no cotidiano escolar e as possibilidades de aprendizagens.
Ocorrido nas leituras iniciais para compreender sobre o PBL “Softwares para o
ensino STEAM” e como esta proposta pode ser inserida no contexto da inclusão.
Cenas do próximo capítulo.
Após
avançar na disciplina tenho rompido com uma visão de senso comum em tentar
encontrar os motivos que são inúmeros: formação inicial na graduação, currículo
que necessita de atualizações, falta de infraestrutura. Mas, tenho refletido
sobre: o que eu estou fazendo.
Li
uma das postagens que fala sobre “nos educarmos digitalmente” e se analisarmos
superficialmente poderia ser uma hipótese, pois ao longo da disciplina aprendi
muito com a construção do conhecimento através do PBL e suas temáticas, com a
construção dos portfólios e as interações dos colegas aprendi sobre conceitos,
ou seja, me aproximei, compreendi que se utilizarmos a tecnologia de forma aleatória
podemos sim, nos distrair.
A
tecnologia e ainda acrescento as inovações, dentro de sala de aula contribuem
para o aprendizado dos alunos, pois, desperta o engajamento e a curiosidade dos
pequenos, principalmente quando se trata de escolas públicas em áreas de
extrema vulnerabilidade social. Mas, deve compreender que sem planejamento e
intencionalidade o risco da distração é maior. Os dois textos lidos colaboraram
para mais a mesma questão que venho mantendo sempre na minha cabeça: o que
estou colaborando em minha prática? Diante das escritas que se repetem sobre as
mesmas questões que trazemos para as nossas discussões em sala.
E
o enigma para essa reflexão é o seguinte:
“Fui
como um navegante lançado ao mar sem porto certo, guiando-me por mapas que eu
mesmo redesenhava. As ondas eram feitas de silêncio, leituras e tentativas,
quebrando dentro de casa. Descobri que o saber não mora em um único farol, mas
se espalha como constelações no céu. Houve tempestades de cansaço e neblinas de
dúvida, mas nelas aprendi a firmar o leme. E, ao ousar novos rumos, entendi que
crescer é, antes de tudo, aceitar perder o chão conhecido”.
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